domingo, 5 de outubro de 2014
ENTRE: CURADORIA A-Z no MAC-RS
ENTRE: CURADORIA A-Z
Local: Museu de Arte Contemporãnea do RS.
Data: 01 de outubro a 01 de dezembro de 2013
Ocupação 192 na Universidade FEEVALE
Ocupação 192, de 15 de maio a 02 de junho de 2014., na Universidade Feevale, Pinacoteca.
Obra em site specific.
Obra em site specific.
Estéticas Contempotãneas na Universidade FEEVALE
Estéticas Contemporãneas em Poéticas Visuais, de 10 de maio a 8 de junho de 2013.
Encontro com os artistas dia 10 de maio, às 20h30min.
terça-feira, 27 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
ENTRE-LINHAS

Entre-linhas
Ana Zavadil
A leitura desta exposição permite entrar na singularidade de cada artista, ou seja, no fazer específico de cada um. Sem um tema estabelecido, o objetivo é mostrar as potencialidades do desenho em suas diversidades técnicas em que cada artista tem uma pesquisa, um ritmo de trabalho e um resultado final.
Podemos eleger a linha como um dos elementos comuns, aquele que vamos encontrar em todos os trabalhos. Outro ponto de ligação a ser destacado é a repetição do mesmo elemento formal dentro da obra, ou de uma a outra obra, ou, ainda, com o gesto primeiro do processo criativo.
Para exercitar o olhar, podemos fazer uma imersão nos trabalhos, na busca de significados que nos conduzam às associações ora para o lúdico, ora para a reflexão. O fino jogo tecido entre as imagens propõe uma investigação sobre o desenho na contemporaneidade, pois ele se apresenta em sua potência de liberdade, de hibridação e de contaminação com outras linguagens, corporificando novas vestes a partir de materiais e suportes utilizados, nos atraindo para a experiência de sua fruição.
Uma linha como princípio de tudo leva o observador a tentar elucidar a sua trama ou simplesmente deixá-lo, à vontade, frente à imagem conhecida. Entre linhas exprime a ideia de que entre elas, há muito para ser descoberto, como esferas criadas pelo sopro do artista e a prestimosa contribuição do tempo para deixar cada uma delas diferentes entre si – e não são poucas; linhas densas, sinuosas e nervosas que nascem de um primeiro gesto e não param de se tramar; linhas que se expandem não respeitando margens nem suportes para alastrarem-se infinitamente; linhas interrompidas, mas que o nosso olhar traça o caminho para encontrá-la mais adiante; linhas retas e firmes delineando um desenho arquitetônico; linhas de contorno que ditam as regras para a visibilidade do desenho e, ainda, linhas que criam espaços, contrastes e sobreposições. Como se pode concluir, há muito mais coisas entre linhas do que um simples olhar pode alcançar. O desafio está lançado: entre!
Ana Zavadil é curadora independente, crítica de arte e mestranda pelo Programa de Pós-graduação em Artes Visuais pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Podemos eleger a linha como um dos elementos comuns, aquele que vamos encontrar em todos os trabalhos. Outro ponto de ligação a ser destacado é a repetição do mesmo elemento formal dentro da obra, ou de uma a outra obra, ou, ainda, com o gesto primeiro do processo criativo.
Para exercitar o olhar, podemos fazer uma imersão nos trabalhos, na busca de significados que nos conduzam às associações ora para o lúdico, ora para a reflexão. O fino jogo tecido entre as imagens propõe uma investigação sobre o desenho na contemporaneidade, pois ele se apresenta em sua potência de liberdade, de hibridação e de contaminação com outras linguagens, corporificando novas vestes a partir de materiais e suportes utilizados, nos atraindo para a experiência de sua fruição.
Uma linha como princípio de tudo leva o observador a tentar elucidar a sua trama ou simplesmente deixá-lo, à vontade, frente à imagem conhecida. Entre linhas exprime a ideia de que entre elas, há muito para ser descoberto, como esferas criadas pelo sopro do artista e a prestimosa contribuição do tempo para deixar cada uma delas diferentes entre si – e não são poucas; linhas densas, sinuosas e nervosas que nascem de um primeiro gesto e não param de se tramar; linhas que se expandem não respeitando margens nem suportes para alastrarem-se infinitamente; linhas interrompidas, mas que o nosso olhar traça o caminho para encontrá-la mais adiante; linhas retas e firmes delineando um desenho arquitetônico; linhas de contorno que ditam as regras para a visibilidade do desenho e, ainda, linhas que criam espaços, contrastes e sobreposições. Como se pode concluir, há muito mais coisas entre linhas do que um simples olhar pode alcançar. O desafio está lançado: entre!
Ana Zavadil é curadora independente, crítica de arte e mestranda pelo Programa de Pós-graduação em Artes Visuais pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
quarta-feira, 31 de março de 2010
domingo, 13 de setembro de 2009
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